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Grupo de Pix de 1 real? Entenda por que você deve fugir desse esquema

Se você vir uma publicação nas redes sociais prometendo dinheiro com o chamado “grupo de Pix de 1 real“, cuidado: esse é um esquema muito parecido com as tradicionais pirâmides – para alguns ganharem, outros muitos precisam sair no prejuízo. 

O que é o grupo de Pix de 1 real?

Primeiro, é importante dizer que não existe só um “grupo de Pix de 1 real”. Existem vários, mas a lógica é sempre muito parecida: uma pessoa cria um grupo em um aplicativo de conversa e convida outras pessoas para entrar com a promessa de ganhar dinheiro fácil.

Como assim?

Para se tornar membro do grupo, uma pessoa precisa fazer um Pix de R$ 1 (ou outros valores parecidos) para o moderador do canal. Esse novo membro, então, também se torna moderador e ganha o poder de adicionar outros integrantes ao grupo – e de ganhar dinheiro com isso.

Afinal, cada pessoa que quiser entrar precisa fazer um Pix para quem convidou. Essa pessoa também se torna moderadora, pode convidar outras pessoas e assim o ciclo se repete até não caber mais pessoas no grupo.

E isso não demora muito a acontecer. A maioria dos aplicativos de conversa tem número limite de participantes – o mais popular, por exemplo, permite até 256 pessoas por grupo. Quem chegou por último, portanto, sai no prejuízo – uma vez que não dá mais para convidar ninguém.

Está sentindo esse cheiro de pirâmide?

De forma geral, uma pirâmide financeira funciona como um modelo de negócio sustentado por meio da indicação desenfreada de novos membros: para uma pessoa ganhar, ela precisa convidar outras pessoas para participar.

O problema é que, em certo momento, este número se torna tão absurdo que o esquema quebra e muita gente sai no prejuízo – enquanto outros se gabam de lucros altos.

Pense nas indicações dos grupos de Pix por R$ 1 como se cada pessoa nova ocupasse um degrau: ao entrar, você está em um degrau; as pessoas que você indica entram no degrau abaixo; as pessoas que elas indicarem entram no degrau abaixo delas; e assim por diante.

Se cada pessoa indicar outras seis, por exemplo, seriam necessários 10 milhões de membros no nono degrau. À altura do nível 13, não haveria pessoas suficientes no planeta para entrar no grupo.

Ou seja, mesmo se houvesse um grupo sem limite de membros, o esquema ainda assim não se sustentaria. Como ele cresce progressivamente, é impossível continuar para sempre. Quem entrar logo no comecinho ganha dinheiro, enquanto o resto fica no prejuízo – e o pulo do gato é que não dá para saber em que momento o grupo está antes de transferir o dinheiro.

Vale dizer que o apelo das pirâmides sempre vem por meio de grandes promessas de dinheiro fácil, o que acaba atraindo muita gente interessada em melhorar sua situação financeira. Em um cenário de desemprego em alta, como o atual, as chances de mais pessoas caírem nesse tipo de esquema é ainda maior – principalmente se o preço para participar for baixo.

Percebe a semelhança da pirâmide com o “grupo de Pix de 1 real”? Por isso, se você for convidado para algum desses canais, fuja que é cilada.

E o que fazer se você for vítima desse esquema?

No Brasil, pirâmides financeiras são consideradas crime contra a economia popular, de acordo com a Lei 1.521, de 1951. Quem cria um esquema do tipo pode ter de pagar uma multa e até ser preso.

Por isso, se você for vítima do “grupo de Pix de 1 real”, denuncie o caso para a polícia. Eles poderão agir para tentar parar o esquema e impedir que mais pessoas sejam prejudicadas.

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Capital de giro: aprenda o que é e como funciona o da sua empresa

Descubra tudo sobre o capital de giro: o que é, como fazer, dicas para ficar no azul e porque ele é tão importante para o desempenho do seu negócio

O que é

O capital de giro é o dinheiro necessário para bancar a continuidade do funcionamento da sua empresa.

Por que é tão importante para a minha empresa? O capital de giro garante a saúde financeira da sua empresa, proporcionando:

  • Recursos de financiamento aos clientes (nas vendas à prazo);
  • Mantendo os estoques;
  • Assegurando o pagamento aos fornecedores (compras de matéria-prima ou mercadorias de revenda), bem como o pagamento de impostos, salários e demais custos e despesas operacionais.

O capital de giro é a diferença entre os recursos disponíveis em caixa e a soma das despesas e contas a pagar.

Como fazer

Tudo começa com um bom planejamento, detalhando gastos a curto e longo prazo e as possíveis entradas de dinheiro. O controle é tudo! Mas, caso precise de uma forcinha extra, é possível usar os recursos que separamos exclusivamente para você ter um capital de giro saudável e em dia. Confira:

Dicas

1. Identifique e corte gastos
Descubra custos que podem ser diminuídos e faça o que for necessário para cortá-los. Fique sempre atento ao fluxo de caixa para manter as finanças em dia, pois empresas muitas vezes fecham as portas pela má administração do capital de giro.

2. Tenha muita disciplina
Não use seu capital de giro para cobrir alguma despesa e deixe de repor a mesma quantia quando entra dinheiro em caixa, isso pode ser o começo da sua ruína. Seja “chato” com o seu controle financeiro, reduzindo possíveis riscos no futuro.

3. Saiba negociar com fornecedores e clientes
Em relação aos fornecedores, procure as formas de pagamento mais confortáveis, com um aumento de prazo ou, se à vista o preço ficar mais barato, verifique se esse desconto cabe no seu planejamento de capital de giro.

Para os clientes, tente sempre que possível reduzir os prazos de financiamento. É difícil, já que os concorrentes podem oferecer condições de pagamento melhores que a sua. No entanto, não custa tentar.

4. Antecipe pagamentos a receber
Para ter mais dinheiro em caixa, você pode procurar instituições financeiras e receber delas os valores que teria somente no futuro. Mas, tome cuidado! Fique atento às taxas de juros cobrados por esse serviço e veja se realmente vale a pena para o seu negócio.

5. Faça um empréstimo
Se a sua empresa precisa pagar dívidas e não tem dinheiro em caixa, o empréstimo é uma alternativa. Contudo, aqui entra novamente o planejamento. Não procure esse serviço se sua empresa não possui garantias futuras para quitá-lo.

Pesquise os menores juros do mercado e não faça dessa alternativa um hábito. Corrija os procedimentos de compra e venda para conseguir ficar no azul com seu capital de giro, sem precisar recorrer a meios que podem fazer suas dívidas aumentarem mais ainda.

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O que é custo fixo e variável? Entenda a diferença

Estes são conceitos básicos para a gestão financeira de um negócio – usados, inclusive, para definir o preço final de um produto ou serviço.

Se você já tem um negócio ou está querendo empreender, entender o que é custo fixo e custo variável é essencial para a saúde financeira da empresa. Afinal, esses conceitos são usados para definir o preço final de um produto ou serviço, elaborar o Demonstrativo do Resultado do Exercício (DRE) e calcular o lucro do negócio, por exemplo.

Primeiro, o que são custos?

Os custos de um negócio são todos os gastos ligados diretamente à produção dos produtos ou serviços oferecidos pela empresa. Por isso, os custos fazem parte do dia a dia de qualquer empreendimento – independentemente do porte ou tipo societário.

Os custos podem ser fixos ou variáveis. Entenda abaixo.

O que é custo fixo?

Custo fixo é um gasto que se mantêm igual independentemente da quantidade de produtos ou serviços vendidos – por isso recebe este nome. Quer a empresa venda mais, quer a empresa venda menos, os custos fixos permanecem os mesmos.

Exemplos de custos fixos

  • Salário de funcionários;
  • Aluguel de máquinas ou equipamentos envolvidos na confecção de produtos ou prestação de serviços;
  • Manutenção de equipamentos;
  • Entre outros gastos envolvidos na fabricação de um produto ou prestação de serviço que se mantém fixos independentemente da quantidade vendida.

O que é custo variável?

Por outro lado, custo variável é um gasto que varia de acordo com a quantidade de produtos ou serviços vendidos. Se a empresa vender mais, portanto, os custos variáveis aumentam – e vice-versa.

Exemplos de custos variáveis

  • Matérias-primas;
  • Embalagens;
  • Combustível (caso a pessoa use o carro para trabalhar);
  • Mão-de-obra temporária;
  • Entre outros custos envolvidos na fabricação de um produto ou prestação de serviço que variam de acordo com a quantidade vendida.

Custo fixo e variável: como saber qual é qual?

Às vezes, pode ficar difícil entender se um custo é fixo ou variável. Quando isso acontecer, basta se perguntar: “se eu vender mais, vou ter de gastar mais com isso?”. Se a resposta for sim, é um custo variável. Se a resposta for não, é um custo fixo.

Uma pessoa que trabalha como cabeleireira, por exemplo, pode ficar em dúvida se os produtos de beleza – como shampoo e condicionador – entram como custo fixo ou variável. Afinal, é uma compra frequente, mas que varia de acordo com a quantidade de clientes que ela atende.

Ou seja: se ela tivesse que responder se gastaria mais com produtos de beleza caso atendesse mais clientes, a resposta seria sim. Quanto mais cabelos para lavar, mais shampoo e condicionador ela vai usar. Por isso, esse gasto entra como custo variável.

Por outro lado, se ela precisar comprar um equipamento para atender seus clientes – como um secador ou uma máquina de cortar cabelos –, será que isso entra como custo fixo ou variável?

Como este não é um gasto que varia de acordo com a quantidade de clientes atendidos, ele é contabilizado como custo fixo.

Mas, além de saber diferenciar um custo fixo de um variável, também é essencial conhecer a diferença entre custo e despesa.

Qual a diferença entre custo e despesa?

Se os custos estão ligados diretamente à produção dos produtos ou serviços oferecidos pela empresa, as despesas estão ligadas aos gastos com a administração do negócio – necessários para manter a companhia funcionando, mas que não influenciam diretamente nos produtos ou serviços vendidos.

Alguns exemplos de despesa são:

  • Aluguel de espaço;
  • Energia elétrica;
  • Internet;
  • Comissões sobre vendas;
  • Materiais de escritório.

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Cada vez mais pessoas investem na Bolsa. Mas elas estão tomando cuidado?

Nunca antes tantos brasileiros investiram na Bolsa – e não é só jeito de falar. A B3, Bolsa de Valores brasileira, bateu o recorde de 3 milhões de investidores em setembro de 2020, o dobro em relação ao fim de 2019. Isso significa todo um universo de novos investidores no mercado.

Mas por que tanta gente nova?

Existem algumas hipóteses para esse movimento. A principal delas é a diminuição das taxas de juros no Brasil que vem acontecendo nos últimos anos. Pessoas que costumavam deixar seu dinheiro em aplicações de baixo risco foram vendo sua rentabilidade cair progressivamente e se voltaram à Bolsa para tentar retornos melhores.

Isso, por si só, não é necessariamente um problema. Investir na Bolsa pode significar um rendimento melhor e multiplicação mais rápida do patrimônio.

Mas também é muito fácil para novos investidores (ou até os mais experientes) tomarem más decisões em um mercado com riscos maiores.

Quem começa a se aventurar neste universo precisa ser cauteloso e estar atento para não acabar perdendo seu dinheiro.

A queda da Selic e a explosão de investidores na Bolsa

A Selic é a taxa de juros básica da economia: sua meta, que é determinada pelo Banco Central, serve como referência para diversas outras e interfere em uma série de aspectos da economia – entre eles, a rentabilidade de aplicações em renda fixa.

Renda fixa, como sugere o nome, é um tipo de investimento com retorno fixo. Na maioria das vezes, os rendimentos desse tipo de aplicação são atrelados a algum índice – como a própria Selic, o IPCA ou o CDI. Eles são considerados investimentos de baixo risco e, via de regra, têm proteção do FGC.

A poupança é outro exemplo: seu rendimento é de 70% da Selic, mais a taxa referencial (que, atualmente, é zero). Hoje, ela perde até para a inflação – ou seja, dinheiro parado na poupança desvaloriza.

Ou seja, uma taxa Selic alta representa retornos igualmente altos nestes investimentos. Quando ela cai, por outro lado, o rendimento também despenca.

E a Selic caiu muito nos últimos anos: após fechar 2016 em 13,2%, foi diminuindo ano a ano e finalizou 2019 em 5,8%. Atualmente, a meta de 2020 é 2%.

Em outras palavras: deixando descontos e impostos de lado, se você colocasse R$1.000 em um investimento com rendimento de 100% da Selic no início de 2016, teria R$1.132 ao final do ano. Se fizesse o mesmo investimento em 2019, teria R$1.058.

O resultado dessa situação foi um crescimento exponencial de investidores na B3. Conforme a Selic foi caindo, as pessoas saíram em busca de retornos melhores.

Cerca de 40% dos investidores brasileiros entraram no mercado de capitais nos últimos cinco anos – 25% nos últimos dois anos, segundo um estudo de outubro da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

De acordo com a B3, ainda, os pequenos investidores aumentaram sua presença em mais de 10 pontos percentuais desde 2011: em março de 2020, 54% dos investidores na Bolsa tinham uma carteira com até R$10.000. Hoje, quase metade das pessoas físicas com conta na B3 estão na faixa dos 25 a 39 anos.

Riscos e vantagens para novos investidores

A Bolsa de Valores é o mercado onde são negociados ações, moedas estrangeiras, juros futuros e uma série de outros investimentos em renda variável – aqueles em que não há uma garantia de rentabilidade.

Por serem mais arriscados, eles tendem a ser mais lucrativos – quando tudo dá certo, é claro.

Mas o grande risco para investidores pouco experientes é prestar mais atenção à promessa de lucro do que à possibilidade de prejuízo.

No início da pandemia do novo coronavírus, a Bolsa de Valores brasileira teve quedas drásticas. Naquele momento, a internet se inundou com supostos especialistas dizendo que aquele era o momento certo de investir – um “saldão” da Bolsa, que só tenderia a subir.

Acontece que o mercado é incerto, as circunstâncias podem mudar da noite para o dia e quem não tem experiência como investidor não deve nunca cair em dicas que prometem soluções fáceis – se fosse fácil de verdade, todo mundo ganharia.

Segundo a B3, novos investidores costumam cometer três erros comuns:

  • Comprar ações de uma empresa antes de pesquisar sobre ela;
  • Avaliar uma ação considerando apenas seu preço inicial;
  • Deixar-se levar pela opinião de quem não é especialista.

Veja dicas de como evitar essas ciladas.

Investir na Bolsa pode ser uma grande oportunidade – se isso for feito com responsabilidade, orientação e de forma gradual, aprendendo aos poucos. Quando o assunto é dinheiro, quanto menos a gente tem, mais tem a perder.

Quer saber mais sobre investimentos? Veja tudo que já publicamos.

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Dá para receber a Restituição do Imposto de Renda 2021 mais cedo?

O que significa antecipar a restituição do IR? Tem alguma forma de receber ela antes do prazo? Entenda.

Conforme a declaração do Imposto de Renda 2021 se aproxima, vão aparecendo fórmulas “mágicas” para as pessoas receberem o dinheiro de sua restituição antes dos outros.

restituição é aquele valor a que muita gente tem direito após declarar o IR.

Se, no acerto de contas com a Receita, for identificado que você recolheu mais imposto do que deveria ao longo do ano, essa parte “extra” da contribuição é devolvida para você.

Mas existe mesmo uma maneira de conseguir a restituição do Imposto de Renda mais cedo?

A resposta rápida é não exatamente: todo mundo segue o mesmo calendário de restituições divulgado pela Receita logo antes de começar o período de declarações. As regras são simples:

  • Idosos e portadores de doenças graves e de deficiências recebem a restituição com prioridade;
  • A partir deles, quem entrega a declaração antes recebe sua restituição nos primeiros lotes.

Ou seja: a restituição é paga em diferentes lotes após o fim do período de declaração do IR. Recebem no início os primeiros a terem declarado.

Portanto, a forma mais certeira de garantir que sua restituição vai chegar cedo é fazer a declaração o quanto antes.

Como receber a restituição do Imposto de Renda 2021 logo?

O calendário de declaração do IR 2021 ainda não foi divulgado, mas quem quiser entregar nos primeiros dias já pode ir adiantando algumas coisas:

  • Puxe a declaração do ano passado: se você não teve mudanças drásticas de renda e patrimônio em 2020, ela ajuda a agilizar a declaração de 2021. Quem não tiver o arquivo salvo pode solicitar uma cópia à Receita.
  • Reúna os documentos essenciais: já dá pra pedir os informes de rendimento à sua empresa e instituição financeira. Se tiver cônjuge ou dependentes, agilize os documentos deles também.
  • Organize recibos médicos e de educação: despesas com saúde de 2020 podem ser deduzidas do IR, mas apenas se houver documento que comprove. O mesmo vale para mensalidade de escola e faculdade.
  • Junte a papelada de mudanças: troca de emprego, venda de bens, empréstimos, heranças, pensões, benefícios do governo… Qualquer alteração no patrimônio ou na renda deverá ser informada e comprovada.

Este conteúdo faz parte de nossa missão de devolver às pessoas o controle sobre a sua vida financeira.

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A importância de cuidar do seu dinheiro

Cuidar do seu dinheiro significa entender as vantagens de anotar e controlar as receitas, despesas e o limite de endividamento familiar. Comece seu planejamento financeiro.

Cuidar do seu dinheiro é importante? Costumo dizer que, sim, cuidar bem do seu dinheiro é tão importante quanto cuidar bem de sua saúde. Imagine que sua saúde e a felicidade são as coisas mais importantes de sua vida. A saúde esta relacionada com seu comportamento perante a natureza, mais especificamente a natureza humana: não ficar exposto ao frio intenso, muito menos ao sol de 40 graus por horas, alimentar-se bem, fazer exercícios etc.

Já a felicidade, por sua vez, esta pautada no comportamento familiar e, como não poderia deixar de ser, com o dinheiro e/ou as supostas dívidas da família. O planejamento financeiro doméstico tem se tornado um diferencial importante na vida de muitos brasileiros, além de ter destacado valor quando se pensa na felicidade ampla, nas metas e nas realizações familiares.

Quem não possui um rígido controle financeiro, anotações de receitas e despesas (seja em uma planilha, software ou caderno) devidamente atualizadas mensalmente (ou até mesmo diariamente), normalmente passa ou passou por problemas financeiros. Muitas vezes, compramos algo que não necessitamos naquele momento da compra ao nos deixar levar pelo impulso e pelo consumismo puro, que nos rodeia diariamente.

Quando temos problemas de saúde, procuramos um médico (especialista); se temos problemas com os dentes, procuramos um dentista (especialista). Então, quando temos problemas com nossas finanças pessoais, por que não procurarmos um especialista? Ora, seja realista.

Qual a importância de se ter um consultor financeiro quando se tem problema com suas finanças pessoais? Em primeiro lugar, eu diria que a principal vantagem esta relacionada com o aprendizado. Vale realmente a pena aprender a lidar com seu próprio dinheiro, pois ele é exclusivamente seu e tem um tremendo valor diante de suas decisões. É aprender para melhorar, ir além.

Segundo, poderia dizer que o esquecimento mental afeta a todos, já que estamos cada vez mais ocupados e estressados com as tarefas do dia a dia. Assim, não temos tempo, nem tão pouco paciência, para nos preocuparmos com nosso precioso dinheiro. Ai entra o especialista, que vai te ajudar a lembrar quando e onde você deve anotar todas – digo, todas – as suas despesas e receitas. Entradas de dinheiro em caixa, mensalmente, e saída de dinheiro de sua conta, diariamente. Essa mudança já representa um bom começo.

E por último, poderia dizer que você vai ser mais feliz com uma melhor “saúde financeira” e, por que não, com a tranquilidade de uma preocupação a menos. Você passaria a contar com controle, planejamento e menos estresse com o cotidiano. E aprenderia a investir melhor, passando a pensar e criar seu futuro de forma mais inteligente.

Trata-se de pensar em um planejamento financeiro voltado ao controle de despesas, uso mais consciente das receitas e foco nos investimentos para realização de objetivos, forçando você a cortar as despesas extras, algumas coisas supérfluas e evitando perda de tempo.

A razão disso tudo é clara e objetiva: gastar menos do que se recebe, mês a mês e construir um patrimônio a partir de investimentos inteligentes. Poder chegar no dia 30 de cada mês com uma sobra de dinheiro suficiente para, com mais estudos sobre economia e finanças, ser usada em uma aplicação capaz de gerar renda passiva ali na frente. Independência financeira.

Cabe reforçar que com um bom controle financeiro e planejamento anual de suas despesas e receitas, acredito que você irá se conhecer melhor, buscará novas alternativas de consumo, viverá menos estressado e preencherá seu tempo com estudos e leituras agradáveis, diversificando seus conhecimentos. Você terá mais assunto para conversas em rodas de cerveja com amigos e parentes, além de alcançar objetivos antes tão distantes e inalcançáveis. Vale a pena.

Se pegar gosto pela coisa, os estudos te guiarão para um mundo novo, com descobertas muito interessantes vindas do mundo financeiro. Você aprenderá a investir seu precioso dinheiro em um breve espaço de tempo. Será mais precavido ao escolher certas aquisições de bens duráveis, como carro, casa, terreno e lidará melhor com a difícil relação entre ostentação e qualidade de vida.

Que tal cuidar bem do seu dinheiro? Entre em contato conosco, podemos te ajudar.

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As recomendações do que não fazer com o seu dinheiro em 2021

O ano de 2021 começou com o Ibovespa, o principal índice da Bolsa brasileira, batendo recorde, o que desperta nos investidores o desejo de se superar ainda mais no novo ciclo. Mas em um período ainda recheado de incertezas, mais importante do que tentar dar a “tacada certa” é saber o que evitar para não terminar o ano lamentando as escolhas de investimentos.

Apostar em papéis com retornos prefixados, ficar apegado à velha caderneta de poupança ou não ter uma diversificação da carteira estão entre os erros a serem evitados para investir melhor.

Por ora, há pela frente a visão de recuperação da economia em meio à pandemia do coronavírus, um ambiente com taxa básica de juros baixa – a Selic está em 2% ao ano –, mas com a inflação dando sinais claros de alta e uma preocupação crescente com as contas públicas.

Nesse cenário, em que um aumento dos juros já parece contratado pelo mercado financeiro, um dos principais riscos é ficar refém de taxas de retorno preestabelecidas. Confira a seguir as principais recomendações do que não fazer com seu dinheiro neste ano.

Comprar títulos prefixados sem pensar nos prazos

Luis Stuhlberger, responsável pela gestão do conhecido fundo Verde, já dizia em outubro que preferia “ficar dias presos a ficar aplicado em prefixado”.

Ainda não há uma clareza sobre o comportamento da inflação, que encerrou 2020 em 4,52%, portanto acima do centro da meta de 4% definida pelo Conselho Monetária Nacional (CMN), mas ainda dentro do intervalo de tolerância.

Se a atividade econômica entrar em um ciclo de retomada, outros preços, para além dos alimentos, tendem a subir, pressionando os índices de inflação e o Banco Central a elevar a taxa Selic – de acordo com o relatório Focus, do Banco Central, o mercado financeiro prevê a taxa básica de juros em 3,25%, ao fim de 2021, e em 4,75%, em dezembro de 2022.

Ter na carteira de investimentos, nesse momento, títulos prefixados, pode ser, assim, um erro, considerando a contratação de uma taxa hoje que poderá ser maior até o vencimento do título em questão.

Não ter cuidado com “turn around”

Empresas em processo de reestruturação de seus negócios, processo conhecido como “turn around”, parecem atrativas a um primeiro momento pelo potencial de mudança, mas podem se tornar um problema para o investidor, se não forem bem avaliadas.

As ações dessas companhias passam, em geral, por períodos de quedas acentuadas em suas cotações e, após o início do turn around, atraem investidores que buscam ganho rápido.

Paulo Batistella Bueno, gestor da Santa Fé Investimentos, alerta que essas empresas devem ser uma opção apenas quando se tem confiança na administração delas – ou seja, com executivos com histórico de entrega de resultados – e, ainda assim, é aconselhável que novatos em renda variável evitem esses papéis.

Como exemplo, Bueno cita a empresa de educação Cogna e a de meio de pagamentos Cielo. “A primeira tem problemas em seu negócio, com um endividamento elevado. A segunda precisa se reinventar com o aumento da concorrência”, pontua.

Para o gestor, as questões não indicam que essas empresas não vão conseguir se reestruturar ou inovar em seus negócios, mas que o processo pode demorar.

Ignorar perfil de risco ou objetivo

A recomendação também não é específica para 2021, mas o investidor só vai fazer uma boa aplicação se tiver em mente seu objetivo, sua propensão ao risco e o horizonte de tempo.

“Não adianta querer diversificar antes de ter uma reserva de emergência. Ou investir em um produto de risco se o objetivo é de curto prazo”, afirma Leticia.

Fernando Donnay, gestor de patrimônio da G5 Partners, ressalta que é preciso entender onde está se colocando o dinheiro e se o risco desse ativo é aceitável. “É preciso saber a tolerância ao risco, o quanto um investidor está confortável para perder.”

Aplicar na caderneta de poupança

Não é segredo para ninguém que a caderneta de poupança tem sido há tempos apontada como uma alternativa a ser evitada pelos brasileiros.

Com a Selic em 2%, a caderneta de poupança tem rendido 70% da taxa básica de juros mais a variação da TR, zerada desde 2018. Isso significa que, apesar da liquidez diária, a poupança está rendendo hoje 1,4% ao ano.

Ainda que não haja incidência de Imposto de Renda ou outros custos sobre o produto, a rentabilidade está bem abaixo da inflação e também perde para aplicações similares, como fundos DI ou Tesouro Selic.

“Claramente a poupança hoje está significando perder dinheiro. A remuneração está em 1,4%, bem abaixo da inflação. É uma péssima alternativa”, diz o educador financeiro Carlos Eduardo Costa.

Fonte: Infomoney

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